Jovens de classe média são presos por ajuda ao tráfico no Rio

Quatro jovens de classe média foram presos acusados de integrar uma quadrilha de tráfico de drogas de Niterói. O grupo foi investigado por quatro meses pelo Serviço de Repressão a Entorpecentes (SRE-Niterói). O papel dos jovens era facilitar a vida dos criminosos: faziam compras em shoppings e chegaram a usar os próprios documentos para adquirir uma motocicleta e alugar um apartamento em Copacabana para o gerente de uma boca de fumo. Foram presas ainda outras três pessoas, também acusadas de participar da quadrilha. Os primeiros a serem presos foram Fernanda Oliveira Moura, de 23 anos, e o namorado dela, Hilton Marins Vieira, de 19, no domingo. Vieira mora na Favela do Cavalão, onde o tráfico é controlado pelo Comando Vermelho (CV). Ele e Fernanda foram presos na casa dela, que fica na Rua Joaquim Távora, em Icaraí, bairro de classe média de Niterói. Nas escutas telefônicas feitas pelo SRE, os policiais descobriram que Fernanda fazia compras em shoppings para um traficante. "A família percebe alguns sinais, mas não quer vê-los. Eu esperava receber duas notícias: essa, de ter a polícia buscando minha filha em casa, e ter de reconhecer seu corpo. Agradeço a Deus por eu ainda ter chance de salvar minha filha", disse a mãe da menina, em depoimento à TV Globo. Felipe Weishaupt Toeme, o Tatuí, de 26 anos, foi preso terça-feira, em Copacabana, no apartamento que alugou para um traficante identificado como Bala. Nesta quarta foram presos Rodrigo de Pérsia, de 22 anos, morador do Ingá, André Virgílio Silva Rezende, de 27, no Barreto, Leandro Paiva Rosa Barbosa, de 26, em Santa Rosa, e Jorge Pedro da Silva Júnior, de 33, do Cavalão.

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