Jovens reclamam de assédio em navio

Elas acusam vizinhos de quarto de terem instalado câmera no banheiro

Talita Figueiredo, RIO, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2009 | 00h00

Três cariocas na faixa dos 30 anos estão processando a empresa MSC Cruzeiros por danos morais por terem sido filmadas por rapazes que estavam hospedados na cabine ao lado da delas. Segundo o advogado das moças, Sérgio Bermudes, no terceiro dia da viagem, que aconteceu durante o carnaval, uma delas percebeu que havia uma microcâmera caída ao lado da frasqueira que estava no chão do banheiro. Acionados, os organizadores do cruzeiro MSC Música descobriram que os fios da câmera levavam à suíte ao lado, onde estavam os receptores de imagem. As jovens pediram para não ter os nomes revelados."Foi uma coisa pavorosa, não se pode ter as intimidades expostas. É um atentado não só físico, mas também à integridade das pessoas. As pessoas sempre tem a tendência de fazer troça, mas não se pode rir do que é pavoroso", disse Bermudes. De acordo com o advogado, os rapazes foram obrigados a desembarcar do navio na escala do Recife. O cruzeiro tinha como roteiro Santos-Salvador-Recife-Maceió-Santos. A MSC informou por meio de nota que "tomou todas as medidas necessárias e cabíveis" logo que tomou conhecimento dos fatos.SHOPPINGNa semana passada, uma jovem de 18 anos disse ter sido vítima de invasão de privacidade no banheiro feminino do Shopping Iguatemi, no Itaim-Bibi, na zona sul. Com um celular, um rapaz teria fotografado ou filmado a garota enquanto ela usava uma das cabines do local. Segundo a Polícia Civil, o acusado fugiu. O caso foi registrado na polícia como importunação ofensiva ao pudor - um crime de menor poder ofensivo, que tem pena de multa. A jovem trabalha como caixa numa loja do shopping.

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