Judiciário é cobrado sobre presos em contêineres

O corregedor nacional de Justiça, Gilson Dipp, pediu ontem explicações a autoridades do Poder Judiciário do Espírito Santo sobre o fato de presos estarem alojados em contêineres. A notícia foi divulgada na quinta-feira pelo Jornal Nacional, da Rede Globo. Dipp integra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que exerce o controle externo do Judiciário. Ontem, o CNJ divulgou uma nota na qual afirmou que "em atenção às políticas públicas definidas pelo Conselho Nacional de Justiça, a corregedoria vem acompanhando as questões relacionadas à administração da pena nos diferentes Estados da federação".Conforme a reportagem, os presos de uma delegacia de Serra, na Grande Vitória, estão alojados em uma estrutura feita com chapas de aço e trancada com correntes e cadeados. No local, não há grades nem janelas, e o ar chega por tubulação.O secretário de segurança do Estado, Rodney Rocha Miranda, informou, em nota, que o Judiciário foi informado sobre a instalação de uma cadeia metálica na Delegacia de Roubo a Bancos em Serra. Ainda segundo o texto, "representantes (do Judiciário) visitaram o local e não fizeram qualquer observação negativa a respeito". Miranda esteve ontem em Brasília e conversou com Dipp. Ele disse que até o fim do ano serão criadas 4 mil vagas.Não é a primeira experiência do Espírito Santo com cadeias metálicas. Em 2006, o governo instalou outros dez contêineres em Serra, para os presos. A justificativa era de que o custo de instalação era cinco vezes menor. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança informou que os contêineres ainda funcionam.

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