Judiciário precisa de reforma "funda, forte e radical"

Em solenidade de assinatura de um convênio para a estruturação da Política Nacional de Segurança Pública, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, defendeu uma reforma "funda e forte, fundamental e radical" no Poder Judiciário. Para ele, o Brasil não precisa de novas leis ou penas mais duras. "A questão da segurança pública é tão séria, é tão aflitiva, tão desesperante no Brasil, que todos nós queremos encontrar um milagre, uma mágica, um tiro de canhão que resolvesse de vez o problema", disse, ressalvando, no entanto, "que esse tiro não existe".Segundo Thomaz Bastos, o problema tem que ser atacado em várias frentes. "Muitas providências têm de ser tomadas simultaneamente na área da segurança, dos presídios, do Poder Judiciário, um trabalho que tem que ser feito constantemente a fim de que possamos chegar ao ideal do presidente e de todos nós, que é viver num país seguro", disse. Ele garantiu que o governo está "trabalhando fortemente" para a melhoria da eficiência das polícias e para que o Brasil se transforme num País seguro.Pelo convênio assinado, foi estabelecido um programa de cooperação técnica entre a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e o Ministério da Justiça, no valor de R$ 1,5 milhão. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) também é parceiro da iniciativa e vai investir R$ 450 mil no projeto ?Arquitetura Institucional do Sistema Único de Segurança Pública?. O objetivo do governo é estabelece padrões e modelos para orientar a implantação do Sistema Único de Segurança (SUSP).

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