Juiz acata pedido do MP e assassino de Glauco ficará em manicômio

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes cumprirá pena em hospital psiquiátrico por, no mínimo, três anos

Priscila Trindade, Estadão.com.br

30 de maio de 2011 | 15h14

SÃO PAULO - A Justiça Federal acatou o pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR) e Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, assassino do cartunista Glauco Villas Boas e do filho dele, Raoní, não será julgado. O crime aconteceu no dia 12 de março de 2010, em Osasco, na Grande São Paulo.

 

A determinação é do juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa, considerou Nunes inimputável. A decisão, proferida na última sexta-feira, 27, ordena que o réu cumpra pena em hospital psiquiátrico por, no mínimo, três anos.

 

O laudo apresentado à Justiça Federal do Paraná (JF-PR) mostrou que Cadu sofre de esquizofrenia paranoide, sendo incapaz de perceber a gravidade de seus atos. A doença teria sido agravada por causa do "consumo imoderado de substâncias alucinógenas, do fanatismo religioso e da crença no sobrenatural". No dia dos assassinatos, ele estava sob efeito de maconha e haxixe.

 

Cadu deve continuar internado no Complexo Médico Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde está desde o fim do ano passado. Ele foi detido dois dias após de ter cometido o duplo homicídio, quando tentou fugir para o Paraguai com um carro roubado. Na fuga, ele atirou contra policiais federais, ferindo um deles. Cadu frequentava a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco, inspirada nos cultos do Santo Daime.

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