Juiz acusado de morte será julgado em dezembro

Foi marcado para o dia 13 de dezembro, no Tribunal de Justiça de São Paulo, o julgamento do juiz Marco Antonio Tavares, de Jacareí, município do Vale do Paraíba. Tavares é acusado de matar a própria mulher, a professora Marlene de Moraes Tavares, em agosto de 1997.Ele está afastado de suas funções desde o início das investigações, mora com dois filhos em Jacareí e continua recebendo os salários normalmente. O crime aconteceu no dia 23 de agosto de 1997, quando a professora desapareceu.O corpo de uma mulher foi encontrado uma semana depois em um trevo da rodovia que liga Taubaté a Campos do Jordão, mas estava em decomposição e com as impressões digitais raspadas. Parentes e amigos reconheceram as jóias usadas pela professora no dia do desaparecimento.No decorrer das investigações foram feitos exames da arcada dentária e testes de DNA, que teriam comprovado a identidade. Apesar dos exames, a defesa de Tavares afirma que o corpo encontrado na estrada não era da professora.Segundo a advogada Tânia Nogueira, o molde da arcada dentária não foi anexado ao processo. Devido a esta falha no processo, ela protocolou habeas-corpus, requerendo que o julgamento não se realize até que as provas sejam apresentadas.Mesmo com o pedido de adiamento do julgamento, Nogueira informou que o juiz vai comparecer ao Tribunal de Justiça no dia 13 de dezembro e cumprirá a decisão judicial. Ele vai ser julgado por 25 desembargadores.

Agencia Estado,

22 de novembro de 2002 | 19h47

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