BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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Juiz anuncia fim da rebelião em presídio do Recife

Motim, iniciado há três dias, deixou três mortos - dois detentos e um sargento da Polícia Militar; Estado acatou reivindicações

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

21 Janeiro 2015 | 21h44

RECIFE - O juiz da 1ª Vara das Execuções Penais, Luiz Rocha, anunciou, na noite desta quarta-feira, 21, o fim da rebelião no Complexo Prisional do Curado, iniciada há três dias e que deixou três mortos - dois detentos e um sargento da PM. A exoneração do magistrado foi reivindicada pelos detentos, que se queixam com a demora na tramitação dos processos de execução penal, mas, depois de negociações e conversas com os rebelados, ele disse ter recebido a garantia de que não ocorrerão novos protestos.

Até o final da tarde, muitos detentos continuavam na laje do complexo, portando facões, facas e foices, além de celulares. Antigo presídio Aníbal Bruno, o complexo prisional foi dividido em três unidades em maio do ano passado, como forma de se ter um maior controle. No total, o complexo abriga 6.922 presos e tem capacidade para 2.124.


O governo do Estado prometeu contratar 20 advogados para agilizar o andamento dos processos e o Tribunal de Justiça de Pernambuco garantiu que cinco juízes vão reforçar o trabalho.

Além de reiterar o compromisso, divulgado na semana passada, de concluir as obras de novos presídios, o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, também acatou outras reivindicações dos detentos, como a melhoria na alimentação e instalação de câmera na área externa do presídio para evitar constrangimento de familiares no acesso à unidade.

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