Tasso Marcelo/Estadão
Tasso Marcelo/Estadão

Juiz brasileiro é homem, branco, católico, casado e pai, diz pesquisa

Idade média do magistrado no País é de 47 anos; dos homens, 86% se declaram casados e 57% são católicos

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2018 | 16h49

SÃO PAULO - Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela que a maioria do judiciário brasileiro é formada por homens, brancos, casados, com filhos e católicos. Participaram da pesquisa 11.348 magistrados, representando 62,5% de um total de 18.168 juízes, desembargadores e ministros dos tribunais superiores. A pesquisa Perfil Sociodemográfico dos Magistrados, divulgada nesta quinta-feira, 13, mostra que a participação das mulheres (37%) ainda é menor do que a de homens (63%).

Mulheres representam 39% dos juízes titulares, mas o porcentual cai com a progressão na carreira: elas são 23% dos desembargadores e 16% dos ministros dos tribunais superiores. As mulheres também progridem menos na carreira jurídica em comparação com eles. Esta é a segunda pesquisa do CNJ sobre perfil do magistrado brasileiro. A primeira foi em 2013.    

De acordo com o estudo, a idade média do magistrado brasileiro é de 47 anos. Os juízes mais jovens estão na Justiça Federal, com 13% deles até 34 anos; 49% entre 35 e 45 anos; e 9% com 56 anos ou mais. 

Oito em cada dez juízes brasileiros são casados ou possuem união estável. Entre os homens, o porcentual de casados é de 86%. Já entre as mulheres, 72%. Os solteiros são 10%. A maioria tem filhos (78%) e declarou-se branca (80,3%). Os negros representam 18% do judiciário (16,5% declararam-se pardos e 1,6%, pretos). Aqueles de origem asiática são 1,6%, e somente 11 magistrados se disseram indígenas. 

A maior parte dos magistrados respondeu que tem religião (82%), sendo 57,5% católicos, seguido de espíritas (12,7%) e evangélicos tradicionais (6%). Os que não têm religião representam 18%.

Mulheres

Magistradas representam 44% no primeiro estágio da carreira (juiz substituto), quando competem com os homens por meio de provas objetivas e passam a ser titulares. 

Apesar da diferença, comparativamente com a década de 1990 houve crescimento. Naquela época, a participação de mulheres era de uma para quatro na relação com magistrados do sexo masculino. 

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