Juiz concede progressão de pena a Vilma Martins

A ex-empresária Vilma Martins Costa, que seqüestrou duas crianças e as registrou no cartório como filhos naturais, está perto de ganhar liberdade provisória. O juiz Éder Jorge, da Vara de Execuções Penais de Goiânia, concedeu a ela, a partir de hoje, a progressão de regime de semi-aberto a aberto. Com a decisão, Vilma Martins ficará na cadeia só para dormir, podendo passar o dia em casa. No fim dos anos 80, Vilma Martins seqüestrou Pedro Rosalino Braule Pinto de uma maternidade em Brasília e a menina Maria Aparecida Fernanda Ribeiro de um hospital em Goiânia."Ela continuará na Casa do Albergado, mas com liberdade plena, durante o dia. Só deverá pernoitar na prisão a partir das 21 horas", disse Jorge. Segundo o juiz, a ex-empresária, que foi condenada a 15 anos de cadeia, ganhará liberdade total no segundo semestre. Embora esperada desde o começo do ano, a decisão do juiz surpreendeu, porque a ex-empresária cometeu várias infrações penais. Enquanto cumpria pena no semi-aberto, foi vista passeando num shopping de Goiânia e se divertindo num pesque-pague. Também teve algumas de suas internações médicas, para tratamento de pressão arterial, contestadas. O Conselho Disciplinar da Casa do Albergado entendeu que Vilma tem bom comportamento. Procurada pelo Estado por telefone, a advogada da ex-empresária, Clélia Costa, não retornou as ligações.

Rubens Santos, GOIÂNIA, O Estadao de S.Paulo

18 de junho de 2008 | 00h00

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