Juiz decidirá o futuro de Vilma Martins em 10 dias

O futuro da ex-empresária Vilma Martins nos presídios de Goiás, e seu retorno para o regime fechado, será decidido nos próximos dez dias pelo juiz da Vara de Execuções Penais de Goiânia, Éder Jorge. A decisão foi anunciada após tomada de depoimento da ex-empresária, que cumpre pena de 15 anos e nove meses pelo seqüestro de Pedro Júnior Rosalino Pinto, o Pedrinho, e de Aparecida Fernanda Ribeiro, além de cometer falsidade ideológica ao registrá-los como filhos naturais.Nesta terça-feira, Vilma Martins que recebeu alta após estar internada 12 dias no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO) se apresentou à Justiça. Chorando e se eximindo de culpas, a ex-empresária disse que foi "uma coincidência" ter ficado doente no dia que deveria ter retornado à prisão após indulto natalino.Sobre os alimentos e guloseimas encontrados em seu quarto como geléias e bolos, chocolates, azeite, refrigerantes e churrasco, Vilma Martins disse que o relatório da Secretaria de Segurança é inverídico: "Só posso ingerir alimentos controlados pelos médicos. Alguns são suco de laranja, verduras, frutas, presunto de peru e azeite", disse.Durante a audiência, o juiz da Vara de Execuções Penais não se mostrou convencido pelo depoimento da detenta. Éder Jorge questionou, por exemplo, porque Vilma Martins usa cadeira de rodas, quando a junta médica do Tribunal de Justiça de Goiás garantiu, em laudo pericial que ela não tem problemas físicos que obriguem o uso contínuo da cadeira. Vilma disse que seu lado direito do corpo estão paralisados devido a uma isquemia cerebral. A ex-empresária vai esperar pela decisão do juiz na Casa de Prisão Provisória de Goiânia (CPP).

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