Juiz determina internação de menor J. por 45 dias no Caso Eliza

Promotor do caso fez uma representação contra J., que é acusado de ter participado do homicídio, do sequestro e da ocultação do cadáver da ex-amante do goleiro Bruno

Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2010 | 00h09

BELO HORIZONTE - O juiz titular da Vara da Infância e Juventude de Contagem (MG), Elias Charbil Abdou Obeid, determinou nesta terça-feira, 13, a internação do adolescente J., primo do goleiro Bruno Fernandes Souza e envolvido no desaparecimento de Eliza Samudio, pelo prazo de 45 dias no Centro de Internação Provisória (CEIP) no bairro Horto, região leste de Belo Horizonte.

 

Após colher o depoimento do menor, o promotor Leonardo Barreto Moreira Alves fez uma representação contra J. "Ele é acusado de ter participado do homicídio, do sequestro e também da ocultação do cadáver", disse Alves.

 

De acordo com o promotor, o menor ficará à disposição da Justiça até a conclusão de um procedimento aberto no Juizado da Infância e Juventude que correrá paralelamente ao inquérito instaurado pela Delegacia de Homicídios de Contagem.

 

OUTRA AMANTE

 

A Polícia Civil de Minas pretende convocar para prestar depoimento Fernanda Gomes de Castro, de 32 anos, que seria amante do goleiro Bruno Fernandes e passou a ser investigada no inquérito sobre o desaparecimento de Eliza Samudio.

 

Fernanda, de acordo com depoimentos de J., de 17 anos, estaria com Bruno e teria recebido Eliza e seu bebê no condomínio do goleiro, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio, quando a vítima foi levada de um hotel na Barra da Tijuca, no dia 4 de junho, antes da viagem para o sítio do atleta em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte.

A polícia suspeita que Fernanda tenha seguido para Minas com o goleiro e o bebê, enquanto a vítima viajou com Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e J.. Durante a viagem, Eliza teria sido agredida a coronhadas por J., que é primo do goleiro.

A amante de Bruno teria ficado no sítio até 7 de junho, quando voltou ao Rio. O período coincide com o que Eliza teria sido mantida em cárcere privado. Fernanda ainda teria ajudado o atleta a se esconder após a apreensão de J. e a decretação da prisão dele e de outros suspeitos.

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