Reprodução/Google Street View
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Juiz determina prisão preventiva de acusado de agredir empresária

Vinicius Batista Serra espancou Elaine Perez Caparróz, de 55 anos, no apartamento dela na Barra da Tijuca

Redação, O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2019 | 21h47
Atualizado 19 de fevereiro de 2019 | 11h07

RIO - O juiz Alex Quaresma Ravache converteu em preventiva a prisão em flagrante de Vinicius Batista Serra, acusado de agredir a empresária Elaine Perez Caparróz, de 55 anos. O magistrado tomou a decisão nesta segunda-feira, 18, em sessão na Central de Audiência de Custódia (Ceac) do Tribunal de Justiça do Rio. Ravache também determinou o encaminhamento de Serra para avaliação psiquiátrica.

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Serra é acusado de ter espancado Elaine por quatro horas. Ele foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio tentado, punido com mais de quatro anos de prisão. O preso e Elaine, depois de se conhecerem pela internet, se encontravam pela primeira vez. Estavam no apartamento dela, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Serra afirmou ter bebido vinho, dormido e, ao acordar, teria “surtado” e agredido a empresária. Ao entrar no prédio, porém, ele declarou na portaria um nome falso.

Na audiência, policiais que prenderam o estudante contaram que encontraram a vítima gravemente ferida. Havia sangue espalhado pelo apartamento. Um segurança do condomínio disse ter acionado a polícia. Também relatou que Serra foi detido na portaria do prédio. Tinha as roupas manchadas de sangue.

Elaine está internada em estado grave na UTI do Hospital Casa de Portugal, no centro do Rio, e terá ainda de passar por cirurgias reparadoras. Segundo o irmão de Elaine, Rogério Peres Caparróz, a empresária tem diversas fraturas graves, trauma de pulmão e dos rins. A hipótese de um edema cerebral, no entanto, foi descartada.

Suspeito já agrediu irmão

O advogado Vinicius Batista Serra já tinha uma passagem pela polícia. Em 8 de fevereiro de 2016 ele agrediu o irmão, que é deficiente, segundo denúncia apresentada à polícia pelo próprio pai, que naquela ocasião também levou um golpe no rosto.

Segundo o registro policial, por volta das 2h30 o pai acordou ao ouvir gritos no quarto dos filhos. Ao chegar lá, viu Vinicius agredindo o irmão com golpes de jiu-jitsu. Ao tentar separar os filhos, o pai chegou a levar um golpe no rosto. 

O agressor acusava o irmão de ter pego R$ 1.200 dele que haviam desaparecido. Mais tarde se descobriu que o dinheiro estava em outro local e não havia sido recolhido pelo irmão. A investigação acabou arquivada depois que o pai desistiu de acusar o filho.

 

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