Juiz divide prêmio da Mega Sena

Empregado acusava patrão de não cumprir acerto; ainda cabe recurso

Rafael Carvalho, O Estadao de S.Paulo

12 de junho de 2008 | 00h00

Oito meses após o sorteio 898 da Mega Sena, que pagou mais de R$ 27 milhões para um bilhete de Joaçaba, interior de Santa Catarina, a Justiça determinou que o prêmio seja dividido pelos reclamantes, o marceneiro Flávio Júnior Biassi e o ex-patrão, o empresário Altamir José da Igreja. A decisão do juiz Edemar Gruber, da 2ª Vara Cível de Joaçaba, é em primeira instância e cabe recurso tanto para defesa quanto para acusação.A junta de advogados que defende Biassi esteve reunida durante a tarde de ontem para definir a estratégia que será adotada a partir de agora. Eles devem se pronunciar hoje. O advogado de Igreja estava viajando.Biassi afirma que entregou as seis dezenas e R$ 1,50 para que seu patrão fizesse a aposta, com a promessa de dividir o prêmio com ele, caso ganhasse. Testemunhas afirmam que, no dia seguinte ao sorteio, Igreja esteve na casa do pai de Biassi, comemorando e prometendo que dividiria o prêmio com seu ex-funcionário. Um dos documentos anexados ao processo é o contrato da operadora do celular, em que constam o nome de Flávio Biassi e os números que, rearranjados, são as seis dezenas sorteadas no concurso: 3, 4, 8, 30, 45, 54.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.