Juiz libera guia que chama ''popozudas'' do Rio de ''máquinas de sexo''

A Justiça Federal do Rio negou pedido do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) para retirar de circulação o guia turístico Rio For Partiers (Rio Para Festeiros), enquanto não termina o processo aberto pela autarquia contra a editora responsável. A publicação, voltada para estrangeiros de 30 a 45 anos, tem uma seção sobre paquera que divide as cariocas em categorias que, para a Embratur, são pejorativas e remetem à exploração do turismo sexual - sempre combatido pelo órgão no exterior. Mas o principal argumento da ação, ajuizada pela Advocacia-Geral em janeiro, é o fato de o guia ter usado a logomarca da Embratur, dando falsa impressão de ser oficial. O guia, de 2005, pode ser adquirido em livrarias e num site de mesmo nome, mas as edições recentes já não têm mais a chamada Marca Brasil. Como entendeu que são as novas edições que estão atualmente em circulação, o juiz José Luiz de Castro Rodrigues, da 21ª Vara Federal do Rio, não viu motivos para a antecipação de tutela até o julgamento do mérito. A publicação causou polêmica ao classificar cariocas em cinco tipos. O texto em inglês recomenda deixar de lado as "meninas de família" e as patricinhas do tipo "Britney Spears", que são metidas e difíceis. A busca por algo a mais deve ser direcionada às "popozudas", que podem ser "máquinas de sexo". "É um guia irreverente, não é para se levar a sério", defende Cristiano Nogueira, autor do guia, que já vendeu 20 mil volumes. Ele diz que "sexy machine" tem o sentido de "boa de cama", não de profissional do sexo. Para Nogueira, seria uma hipocrisia ignorar que o Rio tem um apelo sexual forte.

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