Juiz manda devolver US$ 30 mil à família de chinês morto no Rio

Após 11 meses de luta na Justiça, a família do comerciante chinês naturalizado brasileiro Chan Kim Chang, morto em conseqüência de espancamento ocorrido dentro do Presídio Ary Franco, em Água Santa, será ressarcida. Os parentes de Chang, morto em setembro de 2003, vão receber US$ 30.550, quantia levada pelo comerciante quando foi preso tentando embarcar para os EUA. O juiz da 5º Vara Federal Criminal, Cássio Monteiro Granzioli, determinou que o dinheiro seja entregue à família do comerciante para corrigir "uma grande injustiça do Estado, que não foi capaz de garantir a integridade física do preso." "A morte do rapaz já foi um golpe para os familiares. Portanto, não existe razão para que algo semelhante volte a acontecer", afirmou Granzioli. Nem o fato de a lei prever a perda dos valores apreendidos pela Polícia Federal fez o juiz mudar de opinião. "O Estado não foi capaz de cumprir o seu dever e proteger o preso?, disse. ?Então, não pode querer se valer de uma prerrogativa legal para aplicar uma nova sanção", esclareceu ele.Chang foi preso ao tentar embarcar para os EUA com o dinheiro que obteve ao vender sua pastelaria. Porém, a quantia não havia sido declarada na Receita Federal e o comerciante acabou preso acusado de evasão de divisas. O advogado do comerciante, David Lopes, chegou a conseguir um alvará permitindo a libertação de seu cliente. Mas, quando chegou ao Ary Franco, o encontrou desacordado. Chang morreu uma semana depois em decorrência dos ferimentos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.