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Juiz manda polícia incorporar lote de armas apreendidas

Sessenta e nove pistolas calibre 45 de fabricação americana que deveriam ser destruídas, conforme determina o Estatuto do Desarmamento, foramincorporadas, por ordem judicial, ao material usado por policiais daSuperintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Segundo o autor da decisão, juiz Marcello Ferreira de Souza Granado, da 7ª Vara Criminal Federal,não seria ?razoável? inutilizar o armamento enquanto os agentestrabalham em condições precárias, em decorrência de restriçõesorçamentárias. Ele defende que o mesmo possa ser feito com armasrecolhidas na Campanha do Desarmamento.De acordo com Granado, embora o estatuto determine a destruição dasarmas, a Constituição diz que a lei disciplinará o funcionamento dosórgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir aeficiência de seus serviços - algo, que, segundo o juiz, não ocorre naSuperintendência do Rio, entre outras instituições policiais, emdecorrência da escassez de recursos. ?Os policiais tinham apenas apenas entre 50 e 60 armas. Agora, com a incorporação do carregamento, esse número mais do que dobrou. O crime organizado está mais bem armado do que o próprio Estado. Se a PF não tem meios materiais de realizar o seu trabalho, acho que não é nadarazoável, desproporcional até, a gente simplesmente mandar destruir umarmamento que é útil?, justificou ele. A caixa com as pistolas, que deveria ter sido enviada para a Itália,acabou sendo confundida com uma carga de materiais oftalmológicosimportados pelo Brasil. O material chegou ao país em 2000, no AeroportoInternacional Tom Jobim. ?A numeração das duas caixas era muitosemelhante. Investigamos e concluímos que, na verdade, ocorreu umequívoco no despacho?, disse o juiz, explicando que, diante dademora para solucionar o problema, as empresas envolvidas na operaçãoperderam o interesse no carregamento.Na opinião do magistrado, uma mudança no atual destino das armasrecolhidas na Campanha do Desarmamento poderá resultar em uma grandeeconomia para os cofres públicos. ?Acho importante suscitar essedebate?, ressaltou, avaliando que a reutilização do armamento não vaiimplicar em um aumento do tráfico de armas dentro do país. ?Quando umrevólver é incorporado à polícia, passa a fazer parte de um patrimônio,tem uma numeração específica e há uma pessoa que é responsável por ela.Não tem como o armamento sair da polícia para as mãos dos criminososfacilmente. Quem fez isso tem que responder pelos seus atos?.

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