Juiz manda prender sete controladores do Cindacta-4

Eles foram identificados pela FAB como líderes do motim de março; prisão é por tempo indeterminado

Liége Albuquerque, do Estadão,

16 de agosto de 2007 | 00h40

Os sete militares identificados pela Aeronáutica como líderes do motim no centro de controle de tráfego aéreo (Cindacta-4), em 30 de março passado, estão presos desde a tarde de segunda-feira, 13, em quartéis separados em Manaus e em Porto Velho. Por decisão do juiz-auditor da 12ª Circunscrição Judiciária Militar, José Barroso Filho, a prisão será por tempo indeterminado. Os controladores de vôo presos são o primeiro-sargento Rivelino Barbosa de Paiva e os terceiros-sargentos Wilson de Alencar Aragão, Walber Souza Oliveira, Daniel Tavares de Lima, Lizandro Henrique de Souza Koyama, Michael Rosenfeld de Paula Rodrigues e Alex Gonçalves de Sá. Segundo a mulher de um dos militares presos que servem em Manaus, que pediu para não ser identificada, seu marido foi levado de casa no início da noite de segunda-feira, quando saía para ir à faculdade. "Até agora (22 horas de terça-feira), não consegui me comunicar com meu marido, não sei para onde o levaram", afirmou. Segundo o texto da decisão do juiz militar, as prisões estão sendo cumpridas em quartéis separados para evitar "qualquer tipo de contato entre os amotinados".  Para justificar as sete prisões, determinadas pelo juiz como preventivas, Barroso Filho enumerou as razões : "Aquartelamento voluntário, críticas indevidas (dadas) à imprensa nacional, movimento por melhores salários e por terem explicitamente demonstrado os ditames (do motim) na carta aberta à sociedade brasileira, publicada em todos os jornais do País (em março)". Queda-de-Braço No dia 30 de março, após seis meses de queda-de-braço com as autoridades aéreas, os controladores militares de tráfego aéreo se amotinaram e paralisaram as operações em todo o País. Os aviões que estavam no ar foram autorizados a pousar. Depois das 18h50, nenhuma decolagem foi permitida. Ficaram paralisados 49 aeroportos. (Colaborou André Alves, especial para o Estado)

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