Juiz mantém presos controladores do Cindacta-4

Eles são acusados de indisciplina e desobediência por ficarem aquartelados voluntariamente no dia 30 de março

LIÈGE ALBUQUERQUE, Agencia Estado

28 Agosto 2007 | 18h29

O juiz da 12ª Circunscrição Judiciária Militar, José Barroso Filho, negou nesta terça-feira, 28, o pedido de revogação de prisão de dois controladores de vôo do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Manaus (Cindacta-4), os terceiros-sargentos Wilson de Alencar Aragão e Lisandro Henrique de Souza Koyama. Os dois estão presos em Manaus desde o dia 13 deste mês, com outros seis colegas.   Durante esta semana, segundo o defensor público da União designado para a defesa dos controladores, João Thomas Luchsinger, os oito devem ir a julgamento. O advogado entrou com pedidos de habeas-corpus, mas foram rejeitados.  A revogação da prisão foi negada pela procuradora do Ministério Público Federal Maria de Nazaré Guimarães.   Segundo a assessoria do tribunal, Barroso decidiu então esperar o julgamento de todos os controladores para decidir sobre a revogação. Alencar e Koyama foram interrogados hoje durante mais de cinco horas. Eles são acusados de indisciplina e desobediência por ficarem aquartelados voluntariamente no dia 30 de março deste ano, em uma greve. Eles também respondem pela concessão de informações sobre o Cindacta-4, em entrevistas à imprensa, sem autorização prévia.Alencar e Koyama negaram as duas acusações. Alencar, que é presidente da Associação de Controladores de Vôo do Amazonas, teria dito que parte dos controladores ficou no Cindacta-4 com receio de haver uma demanda maior de vôos em Manaus no dia 30 e não porque estariam em greve. Alencar afirmou ainda que estava em Guarulhos (SP) no dia 30 de março. Sobre a denúncia de concessão de informações à imprensa sem autorização, Alencar afirmou ter recebido autorização do então comandante do Cindacta-4, coronel Eduardo Antônio Carcavallo Filho. Ao mesmo tribunal, Carcavallo, afastado do cargo há 15 dias, negou a informação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.