Juiz multa aeroportuários e determina fim da operação padrão

Em Cumbica, só 9 das 12 máquinas de Raio X operavam e atrasaram embarque; sindicato é multado em R$ 10 mil

Luciana Nunes Leal e Tânia Monteiro, do Estadão,

01 de novembro de 2007 | 20h38

O juiz da 22ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, Ênio Laércio Chappuis, determinou no fim da tarde desta quinta-feira, 1º, o fim da operação padrão dos funcionários do Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, iniciada na manhã de quarta-feira.  Funcionários de Cumbica suspendem operação padrãoGoverno prevê novo risco de apagão aéreo para Finados Saiba quais são seus direitos em caso de atraso nos aeroportos Situação dos aeroportos do País A assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) informou que a greve branca foi suspensa às 17h30, depois que o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) foi comunicado da decisão judicial. O juiz multou o sindicato em R$ 10 mil diários pelos prejuízos causados aos passageiros às vésperas do feriado de Finados. A ação civil pública do Ministério Público Federal do Distrito Federal foi protocolada às 5 horas da manhã desta quinta pelo procurador Wellington Divino Marques de Oliveira. O presidente da Infraero, estatal que administra os aeroportos, Sérgio Gaudenzi, foi surpreendido com a informação de que a operação padrão continuaria nesta quinta. No fim da noite de quarta-feira, Gaudenzi acreditava ter entrado em acordo com os sindicalistas, depois de garantir que as cláusulas do acordo coletivo de trabalho seriam cumpridas. 'Desrespeito à lei' Em nota emitida nesta quinta, Gaudenzi acusou o sindicato de desrespeitar a lei, de causar danos à população e de levar a Infraero "ao foco de uma possível nova crise no setor da aviação civil". Segundo a Infraero, ficaram sem funcionamento nove dos 12 terminais de Raio X do setor de embarque internacional de Cumbica, até a retomada dos trabalhos. "A Infraero, que nunca fora o foco dos problemas do chamado 'caos' aéreo, é trazida ao centro dos problemas sem justificativa de qualquer gênero. A postura do Sina poderá ser nefasta para a imagem da empresa e seus empregados, que sempre foram respeitados por sua eficiência e responsabilidade pública", afirmou Gaudenzi na nota. Jobim Enquanto o presidente da Infraero buscava um caminho para a retomada dos trabalhos em Cumbica, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que cumpria agenda de trabalho em Iléus e Porto Seguro, na Bahia, e, referindo-se ao movimento grevista, respondeu, no fim da manhã: "Este assunto está resolvido". "Houve uma reivindicação salarial, que nós resolvemos ontem e isso é conseqüência de disputa de reivindicação salarial , movimento que nasce em Cumbica", declarou Jobim. O ministro disse que a questão agora é discutir a possibilidade da construção de um terceiro terminal em Guarulhos e encontrar uma solução para a construção da terceira pista no mesmo aeroporto, além de "otimizar o uso de Viracopos". Jobim anunciou que pretende abrir um debate público sobre a entrega da exploração de aeroportos à iniciativa privada, "para estabelecer uma concorrência em que possa, em Viracopos, por exemplo, esvaziar as necessidades de Congonhas".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.