Juiz nega liberdade ao pai e à madrasta de Bernardo

A decisão, tomada na sexta-feira, 8, manteve a prisão preventiva do médico Leandro Boldrini e da enfermeira Graciele Ugulini

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2014 | 12h26

PORTO ALEGRE – O juiz Marcos Luís Agostini, da comarca de Três Passos, manteve a prisão preventiva do médico Leandro Boldrini e da enfermeira Graciele Ugulini, pai e madrasta do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, encontrado morto no dia 14 de abril deste ano. A decisão foi tomada na sexta-feira (8) e refuta o argumento das defesas, que, nos pedidos de revogação, alegaram excesso de prazo na instrução penal, destacando que, diante da complexidade do caso, o processo tem andado com celeridade.

Em outros despachos do mesmo dia, o juiz rejeitou a transferência do processo para a comarca de Frederico Westphalen, onde o corpo foi encontrado, negou o pedido de Graciele para receber a filha de um ano e quatro meses na prisão e também a restituição dos bens apreendidos do médico.

Leandro, Graciele e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz estão presos e são réus de processo como mentores, executores e cúmplices do assassinato do garoto, desaparecido de casa, em Três Passos, no dia 4 de abril. Leandro e Evandro negam participação no plano. Graciele admite que Bernardo estava com ela quando morreu e aponta como causa ingestão acidental de medicamentos em excesso. Edelvânia admite ter ajudado a esconder o cadáver, mas não a matar o menino.

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