Juiz ouve acusados de matar garçom em Porto Seguro

O juiz de Porto Seguro Cássio José Barbosa Miranda ouviu, nesta quarta-feira à tarde, os adolescentes A.P.M. e F.M.R., ambos de 17 anos, que participaram, junto com os colegas Mauro Coelho de Souza, Thiago Barroso Manet, Artur Melo, Vitor Araújo e Fernando Ferreira (todos residentes em Brasília), do espancamento até a morte do garçom Nélson Simões dos Santos, de 39 anos ocorrido na noite do último dia 17.Os dois sustentaram a versão que vem sendo apresentada pelos advogados do grupo, segundo a qual não teriam iniciado a briga que resultou na morte de Santos. Se o juiz entender que eles participaram do crime, eles poderão ser enviados para um reformatório.A longa audiência, iniciada por volta das 14 horas, não havia terminado às 18h30. Embora o depoimento dos rapazes fosse aberto ao público, não ocorreram manifestações de familiares e amigos do garçom no local.O juiz Miranda deve ouvir os outros cinco acusados, maiores de idade, e testemunhas do caso nos próximos dias, decidindo se eles irão a júri popular. Se forem condenados, poderão pegar penas que variam de 6 anos a 30 anos de prisão. Os cinco maiores de idade do grupo foram indiciados por homicídio duplamente qualificado pela delegada de Porto Seguro Antonio Valadares e tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Miranda a pedido da promotora local Karina Macedo Lima.Os advogados dos acusados já tentaram, sem êxito, obter o relaxamento de prisão dos adolescentes e insinuam que podem pedir a transferência do julgamento do caso para Brasília, o que já foi prontamente rejeitado pelo próprio presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra.Os rapazes espancaram o garçom Simões porque ele pediu para os adolescentes se retirarem da churrascaria onde trabalhava, pois haviam sentado numa mesa sem consumir nada. Irritados, os adolescentes passaram a bater na vítima, que morreu devido aos ferimentos na cabeça e no tórax.

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