Juiz pede esclarecimento sobre quebra de sigilo da G4

O juiz Marcos Alexandre Coelho Zilli, do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo) e Polícia Judiciária pediu nesta terça-feira que a Corregedoria da Polícia Civil esclareça melhor o pedido de quebra do sigilo telefônico da G4 Serviços e Consultoria em Segurança. A empresa é investigada por oferecer carros do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) no serviço de segurança privada. O delegado da corregedoria José Antônio Gonçalves de Caires requereu ao juiz o "inteiro teor das ligações" feitas pela empresa nos últimos 30 dias. O pedido foi considerado impossível, pois os telefones da G4 não estavam sendo monitorados. Uma simples quebra de sigilo telefônico pode apontar quais números ligaram para a empresa e para quais ela ligou. Este é o principal medo de policiais. Hoje, funcionários da empresa prestaram depoimento no inquérito, que é sigiloso. A G4, que foi obrigada pela Polícia Federal a encerrar suas atividades por ser clandestina, seria coordenada por policiais do Garra. O ex-dono da empresa, o agente Cyllas Salerno Elia Júnior, é irmão do chefe dos investigadores do Garra, Marcio Francisco Stellato Elia. O site da empresa - que saiu do ar na sexta-feira - estava registrado no nome da mulher de Cyllas e com o e-mail dele.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.