Wilton Junior/AE - 29/4/2010
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Juiz pede prisão preventiva de procuradora acusada de agredir criança

Para magistrado, há indícios suficientes contra Vera Lúcia de Sant'Anna Gomes; segundo denúncia do MP, menina de 2 anos foi submetida diariamente à violência física e moral

Julia Baptista, da Central de Notícias

05 de maio de 2010 | 18h26

SÃO PAULO - O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decretou na tarde desta quarta-feira, 5, a prisão preventiva da procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant'Anna Gomes, acusada de torturar a menina de dois anos que estava sob sua guarda provisória.

 

O pedido de prisão preventiva foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio, que já havia ingressado, em 28 de abril, com ação contra a aposentada na Vara da Infância, Juventude e Idoso da Capital.

 

Para o juiz, há indícios suficientes na denúncia que levam a crer que a ré realmente cometeu o crime e que justificam sua prisão. De acordo com Schilling, a liberdade da procuradora aposentada põe em risco a busca por provas e a garantia da ordem pública.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, a criança foi submetida diariamente à violência física e moral, inclusive na presença de empregados da casa. O boletim de atendimento médico, as fotos e o laudo do exame de corpo de delito, anexados ao processo e analisados pelo magistrado, registram as consequências físicas da violência contra a criança.

 

Ainda nesta tarde, o juiz Roberto Câmara Lacé Brandão em exercício na 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, havia declinado da competência desse processo por considerar que não se tratava de um caso de competência da vara Criminal, mas sim de violência doméstica e familiar.

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