Juiz permite andamento de processo sobre acidente da Gol

O juiz norte-americano Brian Cogan permitiu na segunda-feira o andamento de um processo movido por cerca de 20 familiares de vítimas do acidente com o Boeing da Gol no final de setembro, informou o escritório que representa esses familiares em comunicado. Em audiência preliminar realizada na Corte do Distrito dos Estados Unidos, Cogan determinou que a ExcelAire, proprietária do jato Legacy que se chocou com o Boeing da Gol, e a Honeywell, fabricante do equipamento anticolisão instalado no jato, apresentassem uma moção pela qual podem questionar a validade de um processo nos Estados Unidos. Além disso, o juiz permitiu a troca de informações entre as partes enquanto não houver decisão sobre o fórum, o que significa o seguimento do processo. "Estamos felizes que a Corte tenha permitido às famílias da tragédia da Gol seguirem com o processo sem atraso", disse Lexi Hazam, do escritório Lieff Cabraser Heimann & Bernstein, que representa parte das vítimas. No dia 29 de setembro, o Boeing da Gol que fazia o vôo 1907, chocou-se com um jato Legacy e caiu no norte do Mato Grosso matando todos os 154 ocupantes. Mesmo danificado, o Legacy conseguiu pousar com segurança em uma base aérea no Pará. Foi o pior acidente da história da aviação brasileira. No processo, os familiares das vítimas alegam que os pilotos da ExcelAire Joseph Lepore e Jan Paladino violaram os padrões internacionais de aviação civil, provocando o acidente. Eles também afirmam que a Honeywell tem responsabilidade na tragédia pois o transponder (equipamento anticolisão) fabricado pela empresa e que equipava o Legacy não teria funcionado. "O processo busca compensação e ações punitivas contra a ExcelAire e a Honeywell pela sua negligência", afirma o comunicado.

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