Juiz rejeita pedido de interdição de Congonhas

A Justiça Federal decidiu ontem à noite manter aberto o Aeroporto de Congonhas. O juiz Clécio Braschi, da 8ª Vara Cível Federal de São Paulo, rejeitou o pedido da Procuradoria da República, argumentando que o acidente com o Airbus da TAM ainda está sob investigação e o fechamento de Congonhas agravaria o caos aéreo. "Não há nenhuma perícia concluída que permita estabelecer nexo de causalidade entre a hipotética insegurança da pista e o acidente", destacou. "Ao contrário, há indícios de que não existe esse nexo causal. Foram realizados milhares de pousos e decolagens, antes e depois da reforma, sem que nenhum acidente tivesse como causa essa suposta insegurança." A procuradoria pediu a interdição de Congonhas sob o argumento de que "o princípio da moralidade impede a qualquer gestor público manter o andamento de uma atividade que já se mostrou letal". O juiz também negou pedido de perícia independente, sem participação de órgãos do governo. "O princípio da economia processual impõe que se aguarde o término das diversas perícias e investigações em curso, especialmente a da Cenipa. Já basta a sobreposição de diversos órgãos, gastando tempo e dinheiro do contribuinte para apurar o mesmo fato."

Fausto Macedo, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2028 | 00h00

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