Juiz rejeita pedido de interdição de Congonhas

A Justiça Federal decidiu ontem à noite manter aberto o Aeroporto de Congonhas. O juiz Clécio Braschi, da 8ª Vara Cível Federal de São Paulo, rejeitou o pedido da Procuradoria da República, argumentando que o acidente com o Airbus da TAM ainda está sob investigação e o fechamento de Congonhas agravaria o caos aéreo."Não há nenhuma perícia concluída que permita estabelecer nexo de causalidade entre a hipotética insegurança da pista e o acidente", destacou. "Ao contrário, há indícios de que não existe esse nexo causal. Foram realizados milhares de pousos e decolagens, antes e depois da reforma, sem que nenhum acidente tivesse como causa essa suposta insegurança."A procuradoria pediu a interdição de Congonhas sob o argumento de que "o princípio da moralidade impede a qualquer gestor público manter o andamento de uma atividade que já se mostrou letal".O juiz também negou pedido de perícia independente, sem participação de órgãos do governo. "O princípio da economia processual impõe que se aguarde o término das diversas perícias e investigações em curso, especialmente a da Cenipa. Já basta a sobreposição de diversos órgãos, gastando tempo e dinheiro do contribuinte para apurar o mesmo fato."

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