Juiz se diz incompetente no caso de Dourados

Denunciados como réus pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o prefeito de Dourados, Ari Artuzi (expulso do PDT há 15 dias), e nove vereadores do município não foram afastados dos respectivos cargos. O juiz Carlos Alberto Rezende Gonçalves, da 4.ª Vara Civil de Dourados, declarou ser incompetente para julgar o pedido de afastamento.

João Naves de Oliveira, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

Os promotores que solicitaram o afastamento do prefeito e dos vereadores, para evitar interferência dos acusados nas investigações, reclamaram da decisão do juiz. "Agora o prefeito pode sair da cadeia e reassumir a prefeitura", disse o promotor Paulo César Zeni.

O destino político dos vereadores ainda não está decidido, mas o do prefeito é considerado resolvido. A maioria dos vereadores garante que, na próxima sessão da Câmara Municipal, Artuzi terá o mandato cassado.

CPI. A cassação terá como base, dizem, os resultados da CPI da Saúde, aprovada durante a tumultuada sessão do começo da semana que terminou em explosões de bombas de efeito moral e tiros com balas de borracha.

Na ocasião, também foi eleita a nova presidente do Legislativo municipal, Delia Razuk (PMDB), que adquiriu o direito de assumir o lugar do prefeito interino, o juiz Eduardo Machado Rocha.

O magistrado, que ontem recebeu visita de Delia, reconheceu como legítima, mas não comentou a sua provável substituição e tampouco a visitante disse ter a intenção de assumir a prefeitura.

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