Juiz suspende cadastro de adoção de recém-nascidos no Rio

O juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude, Siro Darlan, suspendeu por um ano o cadastro de casais interessados em adotar meninas recém-nascidas no Rio. A intenção é incentivar a adoção de crianças com mais de quatro anos, que são a maioria nos abrigos e orfanatos. O juiz tomou a decisão ao constatar que 83% dos 229 habilitados para adoção hoje querem bebês com até um ano de idade. ?A maioria pede menina, branca e recém-nascida. Temos 151 crianças disponíveis para adoção no Rio de Janeiro e nenhuma tem esse perfil", disse.Segundo ele, até o fim do ano seriam 600 casais inscritos. "Não adianta continuar cadastrando indefinidamente porque a espera seria de quatro ou cinco anos e nossas crianças continuariam crescendo em abrigos?, afirmou. ?Se continuarmos idealizando uma criança como nós, vamos dificultar o processo de adoção no Rio. Esse desejo tem a ver com a fantasia de pessoa. Ela quer um boneco, não uma criança?, disse.A portaria assinada hoje permite a inscrição de casais que desejem crianças com mais de quatro anos, grupo de irmãos, ou crianças portadoras de deficiência. O cadastro dos interessados em bebês pode ser feito, desde que o casal não tenha preferência por sexo ou cor.

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