Juiz suspende processo e pede exames de acusada de jogar filha em lagoa

Após ouvir por quase duas horas o depoimento da promotora de vendas acusada de jogar a filha na Lagoa da Pampulha, o juiz do 1º Tribunal do Júri, Nelson Missias de Morais, suspendeu o processo e pediu a realização de exames para verificar a integridade mental da acusada, bem como a possibilidade de ela sofrer de depressão pós-parto. Em seu depoimento, a mãe negou ter jogado a criança na lagoa e informou que, após sair com a bebê do hospital, onde a menina ficou internada por dois meses e 28 dias, ficou desesperada e com medo, pois o bebê era muito pequeno e necessitava de cuidados especiais. Primeiro, ela disse ter pensado em levar a criança para a casa da mãe. Mas, resolveu parar na Pampulha, onde ficou sentada na orla da lagoa. A acusada disse ter entregado o bebê a um casal que passava pelo local. E que ficou sabendo que a filha tinha sido jogada na lagoa quando viu uma reportagem na televisão. A promotora de vendas informou que não sabia que estava grávida e que, uma semana antes de ter a criança, fez uma ultra-sonografia que não constatou a gravidez. Ela disse ter ido ao hospital Odete Valadares por estar com hemorragia. Na ocasião, ela ficou sabendo que tinha gerado um bebê nas trompas. A criança nasceu com 4 meses e duas semanas, de acordo com ela, e ficou por dois meses e 28 dias numa incubadora.

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