Juíza acata denúncia contra 20 acusados pela Hurricane

A juíza da 6ª Vara Federal do Rio, Ana Paula Vieira de Carvalho, acolheu nesta terça-feira, 24, a denúncia do Ministério Público Federal contra 20 acusados na Operação Hurricane, cuja prisão preventiva decretou semana passada, e revelou, em seu despacho, que dois réus tentaram sacar R$ 1, 75 milhão no Brasil e outros dois têm contas bancárias no exterior. Essa constatação ajudou a reforçar a convicção da magistrada de que era necessário manter na prisão os suspeitos - bicheiros, advogados e policiais. Também pesou em sua decisão a nacionalidade portuguesa de dois acusados, o que, em sua opinião, lhes daria facilidade para deixar o País. Segundo a juíza, logo após a deflagração da Hurricane, Nagib Sauid, sócio de Júlio Guimarães no Barra Bingo, tentou sacar R$ 500 mil. Ele é sobrinho de Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães. João Oliveira de Farias, sócio da Scorpion Lan House Jogos Eletrônicos Ltda, tentou retirar R$ 1,25 milhão. Ambos estão foragidos. A tentativa foi rastreada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Também se identificou que o presidente da Associação de Bingos do Estado do Rio (Aberj), Paulo Roberto Ferreira Lino, e seu vice, José Renato Granado, têm dinheiro fora do País. Os portugueses são Jaime Garcia Dias e Licinio Soares Bastos. A magistrada também considerou, ao conceder a prisão preventiva, a necessidade de manter a ordem pública, e demonstrou a dureza com que deverá conduzir a ação. Ela decretou a prisão preventiva de outros quatro envolvidos que cumpriam prisão temporária - os delegados federais Susie Pinheiro Dias Mattos e Carlos Pereira da Silva, o agente da PF Francisco Martins da Silva e o policial civil Marcos Antônio Bretas. Mas abriu prazo para que se defendam, antes de examinar a denúncia, como determina o Código de Processo Penal.

Agencia Estado,

24 Abril 2007 | 21h09

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