Juíza determina internação provisória de atirador de Goiás

Magistrada acatou pedido do Ministério Público e jovem ficará internado por 45 dias

Breno Pires, Sarah Teofilo, Especial para O Estado

21 Outubro 2017 | 21h04

GOIÂNIA - A juíza plantonista Mônica Cézar Moreno Senhorello determinou, na noite deste sábado, 21, a internação pelo prazo de 45 dias do adolescente que admitiu ter atirado contra colegas de classe no Colégio Goyases, em Goiânia, na sexta-feira, 20. Dois estudantes foram mortos e quatro ficaram feridos. 

A decisão da juíza atende ao pedido apresentado pelo Ministério Público na tarde deste sábado. O jovem deverá se apresentar ao Juizado da Infância e Juventude na próxima segunda-feira (23), para prestar depoimento. 

Na decisão, a juíza destacou que o adolescente apreendido admitiu, em depoimento à polícia e ao Minisério Público, ter premeditado e executado o ato. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, ao menos 11 balas calibre .40 foram disparadas pelo atirador, que utilizou pistola pertencente à Polícia Militar e cedida à mãe dele, que é sargento da PM.

"É de grande relevância ressaltar que se trata de ato gravíssimo, pois o adolescente com o emprego de arma de fogo ceifou a vida de dois adolescentes, colocando em risco a vida de outros tantos, inclusive com sérias lesões à integridade física e psicológica de alguns deles", disse a juíza Monica Cezar Moreno Senhorelo.

A juíza determinou também que "a autoridade encarregada do referido local deverá zelar pela segurança e cuidado com a integridade física do adolescente".

Desde sexta-feira, data do atentado na unidade educacional, ele está na Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai). Ele passará os 45 dias no Centro de Internação Provisória (CIP) de Goiânia.

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