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Juíza do Pará nega negligência em caso de menor violentada

Clarice Andrade quebra o silêncio e diz que nunca imaginou que L., de 15 anos, estava presa em cela masculina

Carlos Mendes, de O Estado de S. Paulo,

19 de dezembro de 2007 | 13h36

Clarice Maria de Andrade, nega ter sido negligente no caso da menina L., de 15 anos, que ficou presa por 24 dias, foi torturada e violentada sexualmente na mesma cela que dividia com 20 homens na delegacia da cidade portuária do nordeste do Pará. Para a juíza da 3ª Vara Penal de Abaetetuba, a prisão em flagrante da garota foi mantida porque o processo estava "formalmente perfeito". E diz jamais ter imaginado que L. estivesse misturada com homens.  Clarice Andrade resolveu quebrar o silêncio que se impôs desde que o episódio ganhou destaque dentro e fora do Brasil, ao remeter à imprensa um pedido de direito de resposta sobre "notícias inverídicas" a respeito de sua conduta no caso. Na nota, ela trata a menina como maior de idade, afirmando que isso consta em todos os procedimentos que tramitam na 3ª Vara.  "Desde a primeira inspeção carcerária feita por mim na delegacia de Abaetetuba, em 3 de maio de 2007, verifiquei que havia uma cela menor (celinha) dentro de uma cela maior", diz a juíza, observando que ao receber o ofício do delegado solicitando a transferência de L., no dia 7 de novembro, 17 dias após a prisão, "jamais imaginou que ela estivesse presa na mesma cela com homens".  No comunicado à imprensa, a juíza também nega ter tido qualquer contato pessoal com L. porque o caso ainda estava na fase de inquéritos e não de interrogatório. Quanto às acusações de que teria fraudado documentos sobre o pedido de transferência da menina, adulterando a data de ofício enviado à corregedoria do Tribunal de Justiça, segundo o presidente da CPI do Sistema Carcerário, deputado Neucimar Fraga (PR-ES), Andrade diz que elas são inverídicas.  Para a juíza, "a afirmação do deputado é frontalmente contrária ao meu depoimento prestado na sindicância realizada em Abaetetuba pelo corregedor do interior, e ao depoimento que prestei perante os membros da própria CPI."

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