Juíza nega pedido de transferência de presos de Mirandópolis

A juíza Beatriz Afonso Queiroz, da Vara das Execuções Criminais de Mirandópolis, decidiu na tarde desta quinta-feira, 03, não aceitar o pedido de transferência imediata dos 1,2 mil detentos confinados num pavilhão da Penitenciária 1 de Mirandópolis.O defensor Pedro Antônio Avellar, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, pediu a remoção dos detentos num prazo de 24 horas, sob pena de multa de R$ 120 mil por desobediência.No despacho, a juíza sinaliza que pode decidir por aceitar a transferência no futuro. Por isso, ela pede esclarecimentos para a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e direção do presídio, dando prazo de cinco dias para receber as explicações, antes de tomar decisão definitiva sobre a questão.Procurada, a juíza não foi encontrada no Fórum para dar mais detalhes sobre o assunto. Avellar recebeu a informação no início da noite e disse que precisaria se inteirar do despacho, do qual ainda não tinha tido acesso ao conteúdo integral, antes de decidir se recorre à Corregedoria da Justiça.TransferênciaA Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) transferiu 14 presos do Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital, para penitenciárias da região Oeste do Estado. Cinco dos detentos foram levados para a Penitenciária 2 (P-2) de Mirandópolis. De acordo com a SAP a transferência ocorre porque os CDPs estão mais lotados que as penitenciárias. "Há CDPs com até 1,6 mil presos", disse ontem um diretor da SAP. O CDP de Pinheiros tem capacidade para cerca de 700 detentos, mas conta com mais de 1,4 mil.

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