Juíza nega prisão a casal suspeito de matar menino

A juíza da 2ª Vara de Execuções Criminais de Ribeirão Preto, Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, indeferiu ontem o pedido de prisão temporária da Kátia Marques e Juliano Gunello, mãe e padrasto de Pedro Henrique Marques Rodrigues, de 5 anos, morto no dia 12. O pedido foi da delegada Maria Beatriz Moura Campos, do Setor de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), após suspeita de maus-tratos ao garoto, que tinha hematomas pelo corpo e fratura no pulso direito.Ontem à noite, a delegada informou que o inquérito, aberto como morte a investigar, agora é tratado como homicídio. O casal nega as acusações de violência doméstica e diz que o menino morreu após ingerir produto tóxico. O diretor do Instituto Médico-Legal (IML), José Eduardo Velludo, apresentou laudo informando que o menino foi vítima de síndrome da criança maltratada (ou violência infantil), a partir da constatação de "embolia gordurosa pulmonar". Segundo Velludo, esse tipo de embolia não é freqüente, mas com Pedro Henrique deve ter sido agudo e rápido. Ela pode ter sido provocada por um gesto violento ou chacoalhão brusco, no começo da manhã do dia da morte do menino. "Ninguém pode dizer que essa criança se machucou porque caiu", afirmou Velludo. O corpo tinha equimoses nos braços, pernas, no dorso e no globo ocular, além de marcas de unhas atrás de uma das orelhas. A delegada ouviu o depoimento da mãe e do padrasto na segunda-feira. Anteontem, ela pediu a prisão temporária do casal, para facilitar a investigação. O promotor criminal Elcio Neto se manifestou favorável à prisão. A juíza Isabel dos Santos, no entanto, informou que "ainda não há prova técnica que afaste a causa mortis por ingestão de substância tóxica e também ainda não há conclusão pericial".

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