Juíza ouve traficantes em Bangu 1

A juíza Sônia Maria Garcia Gomes Pinto, da 1.ª Vara Criminal de Bangu, passou aproximadamente 2 horas no presídio Bangu 1, no complexo penitenciário da zona oeste, para ouvir depoimentos de seis traficantes: Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, Marcos Marinho dos Santos, o Chapolim, e Marcos Antônio Tavares, o Marquinhos Niterói, Márcio Macedo, o Gigante, Aldair Duarte, o Aldair da Mangueira, Ricardo de Castro Lima, oRicardo Fu.Sônia chegou à unidade às 14h20 e saiu sem fazer comentários. A segurança foi reforçada dentro e fora do presídio. Beira-Mar depôs sobre a acusação de extorsão contra um policial de Goiás e um empresário do Mato Grosso, em inquérito no qual estão indiciados também Chapolim e Niterói. Os três respondem por extorsão, associação para tráfico de drogas e formação dequadrilha.Essa foi a primeira vez que um juiz foi até uma unidade prisional para ouvir o depoimento de acusados. Com isso, se evitou o mesmo transtorno causado em duas outras oportunidades, quando helicópteros e dezenas de veículos foram mobilizados para levar Beira-Mar até o Fórum do Rio, a mais de 40 km dedistância do presídio. No início da noite, um dos advogados de Beira-Mar, Hélio Rodrigues Macedo, preso na Polinter sob as mesmas acusações, exceto associação para o tráfico, foi ouvido no Fórum de Bangu.BeloO cantor de pagode Marcelo Pires Vieira, o Belo, voltou hoje aoFórum do Rio para ouvir as testemunhas de defesa no processo em que é acusado, com outras 10 pessoas, de tráfico de drogas, associação para tráfico e porte ilegal de armas. De acordo com um de seus advogados, André Macedo, apenas três testemunhas falaram a favor de Belo. Seriam pessoas de São Paulo, ligadas ao cantor. Na lista, porém, constavam também como testemunha de defesa do pagodeiro os coronéis da PM Lenine de Freitas, ex-subsecretário de Segurança, Nelson Barreiro, assessor de Freitas, e Pedro Patrício, ex-comandante do 3º Batalhão. Os três saíram da audiência com a juíza da 34ª Vara Criminal, Rute Viana Lins,sem fazer qualquer declaração, já que o processo corre em segredo de Justiça. Outras 10 pessoas foram chamadas como testemunhas de defesa no caso.

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