Juíza suspende liberdade de suspeito de estuprar menina dentro de ônibus no Rio

Paulo Roberto da Silva foi preso no sábado, 25, durante um assalto, também num coletivo

estadão.com.br,

28 Fevereiro 2012 | 03h47

SÃO PAULO - A juíza Juliana Benevides, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio, determinou, nesta segunda-feira, 27, a suspensão da liberdade condicional de Paulo Roberto da Silva, de 43 anos, que aparece em imagens gravadas pelo circuito interno de um ônibus, no Leblon, zona sul do Rio, no qual ele teria estuprado uma menina de 12 anos.

 

As imagens foram divulgadas no último final de semana. O crime teria ocorrido um dia após Paulo Roberto ser beneficiado com a liberdade condicional. Ele foi preso no sábado, 25, durante tentativa de assalto dentro de um ônibus na mesma região. Uma tatuagem no braço direito de Paulo Roberto da Silva ajudou o motorista do segundo ônibus a reconhecê-lo. O criminoso abordou duas meninas junto à catraca e as assaltou. Ao perceber que era mesmo o criminoso que havia aparecido nas imagens da TV, o motorista parou o ônibus e, com a ajuda do cobrador, dominou o assaltante, que foi levado para a 15ª Delegacia, da Gávea, e reconhecido.

 

De acordo com a magistrada, o benefício do livramento condicional havia sido concedido a Paulo Roberto da Silva em dezembro de 2011, após parecer favorável do Ministério Público estadual. Ele, que estava preso desde 1994, já havia cumprido metade da pena de cerca de 30 anos de prisão a que foi condenado pelos crimes de furto e roubo, sem arma.

 

"Por ser reincidente, o benefício do livramento condicional só pode ser concedido após metade da pena cumprida. Se não houver reincidência, esse tempo diminui para 1/3 da pena", explicou a juíza Juliana. A magistrada também esclareceu que Paulo Roberto havia cumprido todos os requisitos subjetivos para a concessão do benefício, como a realização de exames criminológicos, a transcrição da ficha disciplinar, que traz o comportamento carcerário do preso; além de consultas com psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, que avaliam se o preso possui algum distúrbio mental e se está apto a retornar ao convívio com a sociedade.

 

"O juiz não tem como prever o comportamento futuro da pessoa. Nós agimos dentro da legalidade. Além disso, ele não tinha nenhuma condenação por crime sexual. Não havia nenhum empecilho para concedermos a liberdade condicional", destacou a juíza, acrescentando que a taxa de reincidência dos presos que recebem o benefício é inferior a 2% no Estado do Rio.

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