Juízes e promotor seriam alvos do PCC em Sorocaba

Integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) teriam tramado a morte de dois juízes e um promotor criminal de Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo. O ataque ao Fórum estava previsto para a última terça-feira, 16, às 18 horas, segundo as conversas entre quatro supostos membros da facção criminosa, interceptadas pela Polícia Civil. Parte dos funcionários foi liberada duas horas antes de terminar o expediente. A polícia cercou o Fórum, mas nada aconteceu. O Tribunal de Justiça do Estado foi informado das ameaças. As forças de segurança da cidade decidiram manter o alerta por tempo indeterminado. Ruas continuam bloqueadas por viaturas policiais nas imediações do prédio do Judiciário e das unidades policiais. Os juízes e o promotor estão sob escolta da PM. De acordo com o delegado seccional André Moron, um sargento da Polícia Militar e três policiais civis - dois investigadores e um delegado - também deveriam ser mortos. Os atentados foram tramados durante uma reunião entre os criminosos. Dois deles teriam posição de liderança na facção. A ameaça foi revelada quando o delegado precisou explicar porque as unidades da PM e da Polícia Civil, além do Fórum, continuavam isoladas por bloqueios quatro dias após a suspensão dos atentados. Segundo Moron, as conversas foram captadas durante a onda de ataques iniciada na sexta-feira da semana passada. Os alvos podem ter sido escolhidos em razão de várias prisões de integrantes do PCC feitas na cidade nos últimos anos. Também houve a transferência, em abril, de 350 integrantes da facção, que estavam na Penitenciária Danilo Pinheiro, para outras unidades do Estado. Eles foram trocados por detentos da facção Terceiro Comando da Capital (TCC), menos estruturada. Como a outra Penitenciária de Sorocaba, no bairro Aparecidinha, também não é controlada pelo PCC, não houve rebelião na cidade. Ontem, juízes e promotores se reuniram no Fórum. O objetivo era evitar que as medidas de segurança para magistrados, promotores, cerca de 600 funcionários e o público prejudicassem os serviços de rotina. Os ataques já fizeram uma vítima na cidade: um agente penitenciário foi morto, no domingo, com 22 tiros.

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