Julgamento de goleiro Bruno não tem prazo para começar

Após cerca de duas para conferência da presença de testemunhas, a escolha dos jurados se tornou motivo de nova polêmica

Marcelo Portela, de Belo Horizonte,

19 Novembro 2012 | 11h20

 Programado para ter início às 9h desta segunda-feira, 19, o julgamento do goleiro Bruno Fernandes pelo sequestro e assassinato de sua ex-amante Eliza Samudio, de 24 anos, não tem mais prazo previsto para começar. Após cerca de duas para conferência da presença de testemunhas, a escolha dos jurados se tornou motivo de nova polêmica.

Entre os 25 presentes, cinco pediram dispensa do sorteio para composição do conselho de sentença por motivo de saúde. A juíza Marixa Fabiane Lopes decidiu também excluir os sete jurados que participaram do julgamento do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor de Elisa, que resultou, no último dia 7, na absolvição do réu pela acusação de assassinato do carcereiro Rogério Martins Novelo, em 2000.

O advogado Ércio Quaresma, que integra a defesa de Bola, protestou contra a decisão e ameaçou recorrer ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) antes mesmo do sorteio para anular a formação do conselho de sentença. Para evitar ainda mais atraso no júri, Marixa decidiu questionar aqueles que participaram do julgamento anterior.

"Os jurados que compuseram o conselho de sentença no júri anterior caso se sintam intimamente influenciados que se digam impedidos. Se estiverem com a consciência tranquila quanto à sua imparcialidade para o julgamento, permaneçam", disse. Porém, os seis ainda presentes que se enquadravam no caso - um já estava ausente por motivo de saúde - alegaram se sentir impedidos e deixaram o plenário. A magistrada convocou suplentes para as vagas e a expectativa é de que o julgamento comece ainda durante a manhã.

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