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Julgamento de Pimenta Neves será retomado às 11 horas

O julgamento do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves foi interrompido à 1h15 desta sexta-feira para ser retomado pela manhã. O juiz Diego Ferreira Mendes decidiu interromper a sessão logo após a defesa apresentar a sua tese. A sessão será retomada às 11 horas da manhã com a réplica da acusação. Depois será realizada a tréplica da defesa para então os jurados se reunirem para votar. Os debates finais estão sendo feitos em sigilo, com a presença apenas do juiz, do promotor e o assistente de acusação, o réu, seus defensores e os jurados. Durante o dia, Pimenta foi descrito pelas testemunhas - duas de acusação, duas convocadas pelo juiz e quatro de defesa - ora como assassino frio, capaz de premeditar o assassinato da ex-namorada, ora como profissional competente, mas abalado por depressão. Estava mais descontraído do que no primeiro dia de júri. Para evitar novo constrangimento, o réu não chegou pela frente do fórum, andando, como anteontem. Entrou no carro dos advogados, pelo portão de trás, às 9h15.O primeiro a depor foi João Gomide, pai de Sandra. À noite, ele criticou a decisão do juiz de decretar sigilo nos debates. Disse que não estava tão confiante ?numa boa condenação? do réu.A acusação alegou que o crime foi premeditado e cometido friamente. O promotor Carlos Sérgio Rodrigues Horta Filho considerou positivos os primeiros três depoimentos - além de Gomide, os donos do Haras Setti, Deomar e Marlei Setti, onde foi o crime. ?Confirmaram que ele atirou pelas costas, deu o segundo tiro quando ela estava caída e saiu calmamente.?A defesa procurou mostrar um profissional reconhecido, porém abalado por crise emocional. Ao ouvir o psiquiatra Marcos Pacheco de Toledo Ferraz, que o atendeu após o crime, Pimenta quase chorou: conteve-se, evitou o soluço e assoou o nariz. Não houve lágrimas.Ferraz contava que examinara um homem ?brilhante do ponto de vista intelectual e profissional?, mas com ?dificuldade para lidar com a emotividade?. Segundo ele, que não acredita em crime premeditado, o réu estava deprimido havia três ou quatro meses antes do crime.Sem fazer juramento, por ser irmã do réu, Isabel Pimenta Hernandes disse que ele tomava antidepressivos semanas antes do crime. Contou que recebeu uma ligação de Pimenta, em que chorava e falava da filha e da ex-namorada. Na véspera do crime, Sandra ligou para Isabel, contando que ele tinha surtos. ?Pensei em fazer algo para ajudá-lo, mas não deu tempo.?O depoimento mais emocionado foi o de Marlei Setti. Sandra contou à dona do haras que tinha sido ameaçada por Pimenta. ?No começo não quis me envolver. Mas agora, após ele ficar tanto tempo livre, resolvi contar?, explicou. ?Ela falou que ele a tinha agredido e mostrou uma marca no pescoço.?Deomar Setti disse que, antes de cometer o crime, Pimenta se recusou a ver o abate de um boi por ?não gostar de ver sangue?. ?Ele me enrolou para esperar Sandra chegar e matá-la. Não tenho vergonha nem medo de dizer isso?, frisou, fora do fórum.Para Gomide, os depoimentos de defesa foram ?falsos?. ?Disseram que minha filha levou presente e dinheiro para não publicar matéria. Se tivesse, estava rica?.

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