Jundiaí exige endereço eletrônico de fornecedores

Além das exigências legais, a Prefeitura de Jundiaí, na região noroeste de São Paulo, impôs um requisito indispensável a seus fornecedores, para compras de até R$ 80 mil. Todos devem ter endereço eletrônico, uma vez que os procedimentos são executados pela internet.O novo sistema informatizado garante custos menores, desburocratização e transparência, conforme o secretário de Administração, Clóvis Marcelo Galvão.Galvão afirma que a compra eletrônica respeita integralmente a legislação. Qualquer empresa interessada em vender seus produtos à Prefeitura pode cadastrar-se no site (www.jundiai.sp.gov.br), no Portal Compra Aberta. O cadastramento demora cerca de três minutos.A Prefeitura checa as informações, inclusive se a empresa está em dia com o pagamento de impostos, e homologa o cadastro em 24 horas. A cada compra, os fornecedores dos produtos a serem adquiridos pela administração são avisados por e-mail para darem seus lances.No caso de compras até R$ 8 mil, que dispensam licitação, os empresários podem acompanhar qual empresa deu o lance mais baixo, identificada por um ícone verde, até que o prazo se esgote e o vencedor seja divulgado. Segundo Galvão, neste caso, o procedimento é rápido, leva um dia em média. Ele comentou que a prefeitura compara o preço vencedor com a compra anterior para checar se há distorção, o que pode invalidar o procedimento. Se não, a compra é feita diretamente pela internet.No caso de aquisições de R$ 8 mil a R$ 80 mil, por meio de carta-convite, o procedimento básico é o mesmo. Mas os lances são criptografados e mantidos em sigilo até a divulgação do vencedor. Antes disso, ninguém tem acesso a valores e nomes. Os moradores podem acompanhar todo o processo, nos dois casos, também pela internet.?Há o conceito de que o governo compra mal e paga caro. Com o sistema, a população acompanha o que a Prefeitura está comprando e quanto está pagando. E pode participar com sugestões?, afirmou o secretário. Ele explicou que o sistema vem sendo implantado desde abril.Foram 300 compras até R$ 8 mil e 25 entre R$ 8 mil e R$ 80 mil, que até agosto somaram R$ 21 milhões. Galvão explicou que houve uma economia de 15% nos preços dos produtos, além da agilidade do processo, que dispensa telefone, fax e deslocamento de funcionários. A economia de tempo é estimada pelo secretário em 70%.No caso de compras acima de R$ 80 mil, o procedimento ainda é o convencional. Mas o edital também pode ser obtido na internet, acessível a empresas de qualquer lugar do País. ?Os custos caem e há uma participação maior de empresas?, apontou o secretário. O sistema também é usado para otimizar o estoque.O Compra Aberta de Jundiaí foi baseado na Bolsa Eletrônica de Compras, do governo estadual. A Prefeitura estuda ainda a criação de um pregão, com um pregoeiro intermediando as ofertas dos fornecedores para puxar o preço para baixo. ?A tendência é implantarmos o pregão, mas ainda não há prazo?, alegou Galvão.O secretário comentou que a informática é um grande aliado das administrações públicas e citou exemplos brasileiros bem sucedidos e pioneiros, como o das eleições e o da entrega de Imposto de Renda.

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