Junta médica tenta salvar gêmeas siamesas de Rio Preto

Duas irmãs siamesas nasceram no domingo à tarde na Santa Casa de Penápolis, no interior de São Paulo. Uma junta de 15 médicos do Hospital de Base de São José do Rio Preto tenta salvar as crianças, que estão passando por uma série de exames e devem ser separadas. Filhas de um casal de Braúna, as crianças nasceram ligadas desde o peito até a cintura.Inicialmente, pensava-se que elas tinham apenas um coração, mas a descoberta de outro órgão, com circulação independente, aumentou as esperanças dos médicos quanto ao sucesso de uma cirurgia de separação. As crianças, porém, correm risco de morte e continuam internadas na UTI do Hospital.De acordo com a assessoria do Hospital de Base, as duas meninas têm apenas um fígado, mas isso não representaria problemas. Os médicos tentavam descobrir nesta segunda-feira a qual das duas crianças pertence uma parte do intestino que ficou fora do corpo ao nascer.De acordo com o cardiologista Carlos Henrique Marchi, que atendeu o caso, uma das crianças apresenta menor desenvolvimento que a outra, por isso, está respirando com a ajuda de aparelhos.O nascimento das gêmeas siamesas é considerado caso raro na medicina. A mãe, Zilda Galdino Borges, de 46 anos, sabia desde a 16ª semana de gestação que teria filhos siameses, mas preferiu ter os filhos ao aborto. Os bebês são originários de um mesmo embrião.

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