Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Jurada passa mal e julgamento do massacre do Carandiru é adiado

O julgamento do massacre do Carandiru foi adiado para o dia 15 de abril no Fórum da Barra Funda

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

08 Abril 2013 | 15h00

Iniciado na manhã desta segunda-feira (08/04), o julgamento do massacre do Carandiru foi adiado para o dia 15 de abril. Uma das juradas passou mal e teve de ser atendida, impossibilitando a continuação dos trabalhos. Dessa forma, o Tribunal do Júri teve de ser dissolvido e uma nova data foi marcada. No dia 15 de abril, os trabalhos recomeçam às 9h, no Fórum da Barra Funda, em São Paulo.

O julgamento havia começado por volta das 11h, com a presença de 24 dos 26 réus acusados pela morte de 15 pessoas no dia 2 de outubro de 1992 na Casa de Detenção de São Paulo – a ação ficou conhecida como o massacre do Carandiru.

Luciano Wukschitz e Agemiro Cândido não puderam comparecer ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, por motivos de saúde. Neste primeiro julgamento, os PMs são acusados de matar 15 presos no 2º pavimento do pavilhão 9 da Casa de Detenção.

Sete jurados foram sorteados para compor o conselho de sentença, sendo cinco mulheres e dois homens. Às 12h20, após a leitura das peças de acusação e defesa, o julgamento foi interrompido para almoço. Um pouco antes, a jurada passou mal e teve de ser atendida. Sem o retorno dela, o juiz José Augusto Nardy Marzagão anunciou o dissolvendo do júri.

Público. A ausência de familiares das vítimas e manifestações de ativistas chamou a atenção durante a abertura da sessão nesta manhã no fórum da Barra Funda.

Os julgamentos do massacre vão ocorrer separadamente, divididos por pavilhões. A estimativa é que sejam separados por intervalos de quatro meses. No primeiro júri, que começou nesta segunda-feira, mas foi adiado, são 26 acusados de matar 15 presos.

O próximo, que deve ocorrer somente no segundo semestre deste ano, há um comandante e 29 policiais militares acusados de matar 78 pessoas no segundo pavimento. Em ambos, os acusados eram da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) – corporação responsável pelo maior número de vítimas no massacre do Carandiru.

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