Jurados do caso Valentina têm sigilo bancário quebrado

A juíza do Tribunal de Justiça do Pará, Edith Ribeiro Dias, mandou quebrar o sigilo bancário dos sete jurados que absolveram, em dezembro passado, a suposta vidente Valentina de Andrade da acusação de castração e morte de crianças em Altamira. Os três oficiais de Justiça que deveriam ter garantido a incomunicabilidade dos membros do júri nos 17 dias de julgamento também terão quebrado o sigilo de suas contas. Com o levantamento da movimentação bancária das dez pessoas envolvidas com o julgamento será possível saber se alguémfoi ou não corrompido para permitir contato de terceiros com os jurados durante a hospedagem deles no hotel onde deveriamestar incomunicáveis ou se houve suborno para inocentar Valentina. De acordo com o delegado Neivaldo Silva, responsável interino pelo inquérito policial, os bancos foram acionados hojepara revelar a movimentação financeira dos jurados Maria Emília da Silva, Suely Pereira, Odília Milhomem, Betânia Danin,Rosilene Ferreira, Gil Lean e José Júlio Nascimento e dos oficiais Almiro Carvalho, Irineu Castro e José Antônio dos Santos. "Até o momento eu não posso dizer que houve corrupção no júri de Valentina de Andrade, mas quem vai tirar as dúvidas são osbancos", disse o delegado. Além do inquérito policial, há um processo administrativo em andamento no Tribunal de Justiça para apurar a responsabilidadede servidores do Judiciário no caso. "Estamos em busca da verdade sobre o que aconteceu naquele julgamento. Cada um terádireito à mais ampla defesa, mas se houver culpa de alguém haverá punição", afirmou a presidente do Tribunal de Justiça doPará, desembargadora Maria de Nazareth Brabo de Souza.

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