Júri condena dois por assassinato de promotor no Recife

Ex-PM foi condenado a 24 anos de prisão e comerciante teve pena determinada em 20 anos; crime foi em 2005

Angela Lacerda, de O Estado de S. Paulo,

05 Abril 2008 | 01h56

Depois de 22 horas de julgamento, os assassinos do promotor de Justiça Rossini Alves Couto foram condenados na noite de sexta-feira, 4, no Recife, por homicídio triplamente qualificado. O promotor foi morto com um tiro na cabeça e outro na nuca em maio de 2005, quando almoçava em um restaurante ao lado do fórum da cidade de Cupira, no agreste.   O ex-policial militar José Ivan Marques de Assis e o comerciante Silvonaldo Leobino da Silva foram condenados por homicídio triplamente qualificado. O ex-policial militar José Ivan Marques de Assis, autor dos disparos, teve votação unânime do júri (7x0) e foi condenado a 24 anos de prisão. O comerciante Silvonaldo Leobino da Silva - que dirigiu a moto, conduzindo o assassino - teve pena arbitrada em 20 anos com votação do júri em 6x1.   Os advogados de defesa irão apelar da sentença. Como as penas ultrapassaram os 20 anos, os réus terão direito a um segundo julgamento, também em júri popular. A data ainda será marcada pela justiça.   O resultado emocionou familiares e colegas de trabalho de Rossini. O Ministério Público de Pernambuco liberou os promotores - que compareceram em peso - para acompanhar o julgamento, que teve início na manhã de quinta-feira, 3, no Fórum Thomaz de Aquino, no Recife.   "Foi feita justiça", afirmou o procurador-geral Paulo Varejão. "Embora a pena não represente nada em comparação com a vida ceifada, estas condenações não deixam de ter sua simbologia para o Ministério Público, porque inibem quem porventura tenha hoje a intenção de atentar contra um promotor de Justiça". Na sentença, o juiz Pedro Odilon ressaltou a frieza e objetividade com que o ex-PM preparou o assassinato de Rossini.

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