Júri da viúva de milionário já foi adiado 2 vezes no Rio

O ex-lavrador Renné Senna, vencedor do concurso 679 da Mega-Sena em julho de 2005, foi assassinado em janeiro do ano passado quando bebia em um bar no município de Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio. A viúva, a cabeleireira Adriana Almeida, é acusada de ser a mandante do crime e ficou presa de janeiro do ano passado a junho deste ano.Adriana foi solta por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou que ela sofria "constrangimento ilegal", por causa da demora no julgamento. Segundo a ministra Laurita Vaz, não existia razão plausível para justificar o atraso no julgamento, uma vez que ela fora pronunciada havia nove meses.Além da viúva, também respondem ao processo pela morte de Senna cinco outras pessoas: os ex-seguranças dele, Edinei Gonçalves, Anderson Sousa, Ronaldo Amaral e Marco Antonio Vicente e Janaína Sousa, mulher de Anderson Sousa, que seria amante de Adriana. O julgamento dos acusados no Tribunal do Júri já foi adiado duas vezes. Nova data ainda não foi marcada. Ednei Pereira, que assim como Souza foi demitido pela vítima em setembro de 2006, teria pilotado a moto usada no crime. Na época da demissão, eles foram acusados de planejar o seqüestro de um filho de Adriana. O homem que os acusou, David Vilhena, foi executado dias depois.DESBLOQUEIONa semana passada, a Justiça do Rio determinou o desbloqueio dos bens de Senna em favor de sua filha, Renata, que terá direito a cerca de R$ 11 milhões. A parte dos bens que cabe à viúva continua bloqueada, até que o processo judicial seja encerrado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.