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Júri de acusados de castrações e mortes começa no Pará

O julgamento de cinco acusados de seqüestro, tortura, castração e morte, entre 1989 e 1993, de cinco meninos de Altamira, no sudoeste do Pará, começou às 8h30 desta manhã, com o juiz Ronaldo Vale anunciando o desmembramento das sessões do Tribunal do Júri. Dois acusados estão sendo julgados hoje e amanhã. No próximo dia 2, outros três sentarão no banco dos réus."Nesta primeira sessão, cuja tomada de depoimentos terminou às 12h20, os julgados são o comerciante Amailton Madeira Gomes e o ex-soldado da Polícia Militar Carlos Alberto dos Santos Lima, que trabalhou como vigilante na casa de Amailton à época dos crimes, entre 1989 e 1993. Ambos negaram participação nos assassinatos, afirmando terem sido "vítimas de armação". "Na segunda sessão, marcada para a próxima terça-feira, serão julgados os médicos Césio Flávio Caldas Brandão e Anísio Ferreira de Souza, além da vidente Valentina de Andrade, líder da seita Lineamento Universal Superior (LUS). Valentina é acusada de promover rituais de magia negra e ter íntima ligação com os assassinos, que freqüentavam sua casa durante as sessões."O secretário Nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, a subprocuradora geral da República, Maria Eliane Menezes de Farias, o assessor especial do Ministro da Justiça Márcio Thomás, Douglas Martins, além do assessor da Ouvidoria da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Pedro Montenegro, acompanham pessoalmente o julgamento como observadores federais."Na porta do Tribunal, cerca de 150 parentes e amigos das vítimas promovem manifestações e cultos religiosos, exigindo a condenação dos acusados. As testemunhas do caso, alegando ameaças de morte, estão sob proteção da Polícia Federal. Dois meninos que sobreviveram às emasculações são as principais testemunhas da acusação.

Agencia Estado,

27 de agosto de 2003 | 13h36

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