Júri de Suzane continua com depoimento de testemunhas

O terceiro dia de julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos será marcado pelo depoimento de nove testemunhas, entre elas amigos e parentes de Suzane e de Daniel. Os depoimentos mais esperados são os da mãe dos irmãos, Nadja Cravinhos, e Cláudia Sorge, amiga de Marísia von Richthofen. A esperada acareação entre Suzane e Daniel Cravinhos ainda não está confirmada para esta quarta-feira. O pedido foi feito na segunda-feira pelo advogado dos irmãos, Adib Geraldo Jabur. Dependendo do ritmo dos trabalhos, o juiz Alberto Anderson Filho decidirá se a acareação pode ser feita hoje.O promotor Roberto Tardelli, que inicialmente tinha reforçado a idéia, disse na noite de ontem que o confronto não seria mais necessário. Segundo ele, os pontos de contradição entre os réus foram esclarecidos com os depoimentos de outras testemunhas. No entanto, caso o juiz confirme a acareação, o Ministério Público disse que não fará oposição. Na opinião do juiz, o ritmo do julgamento é lento devido às perguntas repetitivas. Entretanto, ele tem feito concessões para evitar que a defesa entre com pedido de nulidade do júri. A sentença deve ser proferida entre quinta e sexta-feira.ContradiçõesEm seus interrogatórios, Daniel, Christian e Suzane entraram em contradição. Daniel Cravinhos inocentou seu irmão, Christian, dizendo que matou sozinho o casal Richthofen. Christian repetiu a versão do irmão, dizendo que apenas confessou o crime para protegê-lo. Suzane, por outro lado, se defendeu das acusações de Daniel, segundo quem ela teria fumado maconha antes de conhecê-lo e não era mais virgem. Suzane rebateu as declarações, dizendo que apenas conheceu as drogas após começar o namoro com Daniel. CrimeSuzane, seu ex-namorado Daniel e o irmão dele, Christian, confessaram ter planejado e matado os pais dela, Marísia e Manfred von Richthofen, a golpes de barra de ferro, na casa em que a família vivia, em outubro de 2002.Os três foram denunciados pelo Ministério Público por crime de duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.

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