Júri debate destino de mãe acusada de jogar bebê em lagoa

Os jurados do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte estavam reunidos, às 12h03 deste domingo, para decidir o destino da vendedora Simone Cassiano da Silva, acusada de jogar a própria filha recém-nascida na Lagoa da Pampulha. A sentença deve ser lida a qualquer momento pelo juiz Leopoldo Mameluque. O julgamento se arrasta há quase 27 horas. Hoje, defesa e acusação se enfrentaram. O promotor Luciano França da Silveira Júnior chamou Simone de "mentirosa extremada" e afirmou que o crime foi premeditado. A vendedora responde por tentativa de homicídio por motivo torpe e com uso de meio cruel. Durante a fala do promotor, Simone reagiu e tentou falar, mas foi contida pelos policiais militares que a escoltam. O advogado de defesa, Mateus Vergara, insistiu na tese de que não existem provas de que Simone tenha jogado a filha na lagoa e apontou falhas no inquérito policial. O crime ocorreu em 28 de janeiro do ano passado. A criança, batizada na época de Letícia, foi encontrada boiando na Lagoa da Pampulha. Ela estava enrolada em um saco de lixo amarrado a um pedaço de pau e foi salva por um casal que fazia caminhada na orla da lagoa. Hoje com um ano de idade, Letícia vive com um casal que a adotou. A menina ganhou um novo nome, mantido em sigilo por determinação da Justiça, assim como a identidade dos pais adotivos.

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