Júri mantém 48 anos de prisão para homem que matou esposa e sogro

O Tribunal do Júri de São Roque manteve a condenação a 48 anos de prisão do contabilista Nilson Roberto Carrara, de 38, que assassinou a esposa, o sogro e tentou matar a sogra, há 10 anos, em Sorocaba, no interior paulista. A sentença foi lida no final desta quarta-feira,27, pela juíza Maria Gabriela Tojeira, depois de dois dias de julgamento. Foi o segundo júri de Carrara, que teve o direito a um novo julgamento por ter sido condenado a mais de 20 anos no primeiro, em 1998. Sua defesa conseguiu que o novo júri fosse realizado em São Roque, comarca vizinha. Com a decisão, o réu continuará cumprindo pena na Penitenciária de Itapetininga, onde está preso desde a primeira condenação. O crime aconteceu na chácara onde a mulher de Carrara, Darlene Devasto, mantinha uma escola, no Jardim Gonçalves. O casal estava em processo de separação. O contabilista procurou a mulher para tentar uma reconciliação. Levava um revólver calibre 38 comprado numa feira de barganhas. Rejeitado, ele disse que disparou a esmo. Os tiros mataram Darlene e seu pai, João Devasto, e feriram a mãe, Laura Spinardi Devasto. Carrara fugiu, mas retornou ao local mais tarde e foi preso. Apesar da condenação elevada, pelas leis brasileiras ele não pode ficar preso mais de 30 anos.

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