Júri ouve testemunhas do caso Liana e Felipe

Agnaldo Pires, Antonio Matias de Barros e Antonio Caetano da Silva, três dos cinco acusados julgados pela morte dos namorados Liana Friedenbach e Felipe Silva Caffé, já foram ouvidos nesta terça-feira, 18. O julgamento, que foi iniciado às 11 horas, acontece na Câmara Municipal de Embu-Guaçu e deve durar 3 dias. Neste primeiro dia de júri, os trabalhos devem ser encerrados às 22 horas. O depoimento das testemunhas começou por volta das 15h20. Serão ouvidas seis testemunhas de acusação e seis de defesa.Pires é julgado sob a acusação de um estupro, Silva, o Tonho Véio, por três estupros e dois cárceres privados, e Barros, o Antonio Nojento, por cárcere privado, porte ilegal de arma e favorecimento pessoal - ele teria escondido a arma usada na morte de Felipe a pedido de Champinha, o outro acusado. O julgamento de Paulo César Silva Marques, o Pernambuco, que está preso, e é acusado de dar o tiro que matou Felipe não tem data marcada porque seus advogados recorreram da sentença.ChampinhaAri Friedenbach, pai de Liana, está muito tenso e nervoso. Ele é uma das testemunhas, mas não assistiu aos depoimentos dos acusados. "Independente da idade, as pessoas têm que pagar pelo crime que cometeram", desabafou Friedenbach, inconformado com o fato de Champinha não ir a julgamento por ter cometido o crime quando ainda era menor de idade. Champinha, hoje com 19 anos, não será julgado porque na época do crime não tinha atingido a maioridade penal. Ele é acusado de ser o mentor do crime e ainda cumpre pena na Febem, mas deve deixar a instituição entre 10 e 17 de novembro quando irá completar 3 anos de internação - o período máximo por lei em que um menor pode ficar preso.A única possibilidade de o interno ser privado de retornar ao convívio com a sociedade é uma ação de interdição com internação em hospital psiquiátrico. Isso dificilmente vai ocorrer, por falta de novos elementos que comprovem a periculosidade do jovem.CrimeLiana e Felipe desapareceram no dia 31 de outubro de 2003, quando acampavam em uma região isolada de Embu-Guaçu. Seus corpos foram encontrados somente no dia 10 de novembro. O jovem foi assassinado com um tiro na nuca e Liana foi morta a facadas. Antes de morrer, a adolescente foi abusada sexualmente por dois acusados e o adolescente.

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