Bel Junqueira/Anistia Internacional
Bel Junqueira/Anistia Internacional

Júri popular do caso Marielle Franco já determinado

Entenda o cronologia do caso da vereadora do Rio de Janeiro assassinada aos 38 anos de idade em uma emboscada no centro da capital fluminense no dia 14 de março de 2018

Caio Sartori e Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2021 | 04h59

14 de março de 2018

Marielle Franco e Anderson Gomes são executados. A vereadora recebeu quatro tiros na cabeça e seu motorista, três nas costas. As primeiras investigações sugerem o envolvimento do vereador Marcelo Siciliano e do ex-PM e líder miliciano Orlando Curicica. O envolvimento do vereador acabou sendo descartado.

Agosto

Em depoimento à polícia, Curicica citou o Escritório do Crime, organização da qual fazia parte.

Setembro

Representantes de ONGs de direitos humanos, parentes da vereadora e sua viúva, Mônica Benício, se reuniram em Genebra, na Suíça, com a alta comissária adjunta da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos para denunciarem a execução.

Dezembro

Em entrevista ao Estadão, o então secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, afirmou que Marielle foi morta por milicianos.

Março de 2019

No dia 12, às vésperas de o crime completar um ano, Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiróz são presos. Lessa é acusado de ser o executor do crime, enquanto Queiróz dirigia o carro que perseguiu e emboscou Marielle.

Setembro

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra cinco pessoas por interferência nas investigações dos assassinatos de Marielle e Anderson. E pediu federalização do caso.

Outubro

A polícia informa que parentes de Ronnie Lessa descartaram a arma do crime em alto-mar. 

Fevereiro de 2020

Adriano da Nóbrega – um dos denunciados na operação Os Intocáveis, integrante do Escritório do Crime e possível suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle e Anderson – foi morto pela polícia da Bahia, onde estava foragido. Parentes de Nóbrega trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj.

Março

A Justiça do Rio determinou que o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz sejam julgados por júri popular.

Junho

O sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Correa, o Suel, foi preso pela polícia acusado de ter ajudado no descarte das armas de Ronnie Lessa no mar – elas nunca foram achadas. O delegado Daniel Rosa, responsável pelas investigações, descarta a participação do Escritório do Crime no caso.

Outubro

A pedido do MP-RJ, o STJ determinou que o Google envie uma lista de todas as pessoas que pesquisaram o nome de Marielle Franco e termos conexos dias antes do crime. O Google entrou com recurso e nunca apresentou a lista.

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